Israel, e o pacto de paz

Para você que está chegando agora ao mundo árabe, e não sabe bem onde está pisando vamos dar uma pincelada. Tel Aviv é a capital de Israel e o Golfo Pérsico palco de inúmeros revezes e obstáculos quando o assunto é paz na região. E o avanço pode não somente parar entre países dos emirados árabes, mas também em escala global, lembrando que Israel mantem a produção de armamento nuclear.

Vamos passo a passo então:

GOLFO PÉRSICO

Antes de começarmos falando do golfo em si, que tal se você entender que o nome Pérsico! Vamos lá onde hoje é o Irã se localizava a Pérsia, isso mesmo aquela do filme dos 300. O golfo pérsico está localizado entre o Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar e Omã. Que salada maluca não é mesmo?

( Mapa dos Golfo Pérsico)

Agora imagine que além de ser uma rota de comércio marítimo, concentra também as zonas mais ricas em petróleo do mundo, com cerca de cinquenta por cento do total global. Claro que uma reserva dessas traria muitos olhares e a defesa marinha daqui é monumental.

Pra quem tem uma idade acima dos 30 é possível que a expressão conflito do golfo tenha alguma lembrança em você, caso seja mais novo que isso então é interessante que saiba que foi uma guerra travada da década de 80, mais precisamente entre 1980 e 88, e que teve como principais peças do tabuleiro, Irã, Iraque e Estados Unidos.

E Guias & Trilihas, e a guerra do golfo? Essa guerra ocorreu entre 1990 e 1991 quando o líder Saddan Hussein ordenou que suas tropas iraquianas invadissem o Kuwait. Pelo lado iraquiano foram milhares de mortes e o exército da ONU conseguiu conter as investidas do ditador. Tudo isso por que? Resposta simples, não é mesmo? Petróleo.

TRUMP  

O presidente dos Estados Unidos deu entrevista dizendo que o atual momento na região é uma busca por um plano de paz para o Oriente Médio. O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, descreveu o evento como: “um dia histórico e um passo significativo para a paz no Oriente Médio”. Com quase um século de muitos conflitos, Pompeo completa: “Os estados unidos esperam que este passo corajoso seja o primeiro de uma série de acordos que encerram 72 anos de hostilidades na região”.

(Imagem simbólica de Trump e o primeiro ministro de Israel)

Sem sombras de dúvida Trump teve contribuição nessa jornada, e as delegações de Israel e Emirados Árabes Unidos se reunirão para debater investimentos futuros como por exemplo o turismo.

Vamos pensar bem nesse ponto, já falamos de presidentes, petróleo, Golfo Pérsico, investidas militares e resultados de acordos, certo? Como em outros posts vivo falando que tudo isso é turismo. Se engana quem acredita que um telefonema da casa branca e um acordo não é turismo.

Um acordo de normalização de relações diplomáticas entre as nações foi firmado e Israel concorda, a partir desse momento, em não ocupar o território da Cisjordânia. Parece pouco, mas para um pedaço do mundo que sempre está envolvido em muita confusão esse passo é gigante para a humanidade, vale parafrasear Neil Armstrong.

UM NOVO MUNDO

Mesmo sabendo que a religião é diferente em cada uma dessas regiões e que extremistas estão espalhados por todo o mundo árabe, o mundo respira em saber que aos poucos as coisas podem se assentar e quem sabe num futuro próximo o mundo árabe não possa dar uma demonstração de força e estar completamente unido.

Seria um tapa na cara de muitos países mostrando que mesmo a região mais conflituosa do mundo é passível de regeneração.

(Talvez um sonho distante, mas que possa ser possível)

O primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o xeique Mohamed Bin Zayed, da capital dos Emirados Árabes, Abu Dhabi, firmaram o junto ao presidente norte americano. Trump que por sinal já vem mostrando que tem interesse real nesses países.

Em janeiro criou uma proposta para a criação de um Estado palestino, onde Jerusalém se mantem inteiramente israelita e um povoado próximo, chamado Abu Dis, será cedido a palestina. O plano inclui ceder um espaço mais ao sul para moradia e zona industrial palestina, e no futuro poder sediar novas embaixadas em terras palestinas.

Porem nem tudo são flores e o representante palestino, Mahmoud Abbas, deu indícios de não aceitar os termos. Outro grupo que não aceitou bem as palavras de Trump foi o Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

Sami Abu Zuhri, ainda completou: “ a declaração de Trump foi agressiva e vai gerar muita revolta”. Mesmo com a declaração do líder do Hamas e do representante palestino, os planos podem vir a ganhar novos ares depois do acordo entre Israel e Emirados Árabes Unidos.

Mesmo sabendo que o mundo não considera a capital do país como sendo Jerusalém, a cidade é palco de muitos conflitos. Vários governos americanos tentaram a paz na região e foram poucos os que conseguiram algum sucesso.

Segundo o historiador Danilo Guiral Bassi, a situação no local é que as cidades que compõem as cidades mais relevantes serão consideradas capitais. No caso de Israel Tel Aviv e Ramala para palestina.

Complicado esse mundo, não é? Hoje mesmo tendo palestinos vivendo em Jerusalém eles não tem os mesmos direitos dos israelenses. É um mundo tenso, difícil e que precisa de muita calma e movimentos bilaterais como os formados por Israel e Emirados Árabes. Os Emirados por menor que possam ser, têm se mostrado uma potência no quesito pensamento futuro.

Quem ainda não leu nossa matéria sobre o que fazer em Dubai, leia e ainda essa semana faremos um resumo bem bacana dos Emirados para esclarecer um pouco mais sobre seus planos, economia, política e turismo, claro!

O mais importante para que entenda o mundo árabe é que há a necessidade do turismo ser levado como maior fonte de renda, pois o petróleo acabará! Os emirados de Khalifa Bin Zayed já perceberam e tem se mexido para que o turismo e o turismo de negócios sejam o futuro do país. Quem sabe palestina e os vizinhos não vejam com bons olhos um pacto de paz.

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