Aéreos em queda livre

Semana passada falamos sobre os navios e se era hora de subir a bordo dos hotéis flutuantes. Pois bem, agora é hora de falarmos de outro tipo de transporte tão importante para chegarmos ao destino desejado, o aéreo. Mais uma empresa enfrenta problemas financeiros e que pode impactar o turismo nacional e internacional. A Latam Airlines abriu pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos.

O QUE INTERFERE NOS VOOS

A priori os voos estão sendo mantidos, assim como passagens e créditos. O esquema de milhagens não foi alterado e as empresas parceiras em nada foram aferradas. Então o que interfere esse pedido da Latam?

Como o processo não inclui falência, e sim um tempo e opções diferenciadas de pagamento de dívidas, o temor do setor do turismo se agrava com um possível pedido de falência nos próximos meses. Por se tratar da maior empresa aérea nos Estados Unidos, a filiada no Brasil pode ser o impacto e o turismo nacional sofrer ainda mais com o, já desgastado, problema atual do Coronavírus.

No Brasil e países vizinhos como Paraguai e Argentina nada mudou, mas a apreensão permanece.

LATAM AIRLINES

Em comunicado oficial a empresa diz que: “O objetivo é garantir a sustentabilidade no longo prazo”. Apesar de não incluir alguns de nossos vizinhos, outros como Chile, Peru, Equador e Colômbia entraram na lista e a presença de conversas com o governo brasileiro está ativa para o processo.

A loucura dos números da empresa que chegou a transportar mais de 70 milhões de passageiros por ano, em 26 países. Uma empresa desse porte que sustenta o turismo no mundo, agora vê a América Latina como um problema a ser solucionado, já que a OMS confirma que o continente americano é o novo epicentro do Coronavírus. Só no Brasil os casos já passam de 800 mil e os números não param de crescer, infelizmente.

OUTRAS EMPRESAS QUE TAMBÉM ENFRENTAM DIFICULDADES

A Europa tem sérios problemas com dois grandes nomes do setor aéreo, são elas Lufthansa e Air France. Os governos locais tiveram que desembolsar quantias estratosféricas em uma tentativa de ajudar as companhias.

Para que se tenha uma ideia os franceses liberaram um total de 7 bilhões de euros a Air France para que os prejuízos já existentes não fossem catastróficos. A empresa alemã por sua vez recebeu um valor ainda maior chegando a 9 bilhões de euros de investimento, transformando assim o governo alemão em acionista.

São as empresas aéreas mundo a fora sofrendo com a transformação da realidade, e tentando assim se adequar ao novo. A indústria aeroportuária mundial (ACI), indicou que a perda em 2020 deve alcançar o expressivo número de 76 bilhões de euros.

É difícil imaginar o turismo retomando sua rotina habitual com tantos casos de Corona existentes, hotéis fechados, empresas aéreas ruindo e o turista com medo.

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Equipe Guias & Trilhas.

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