Macedônia, terra de Alexandre, o grande

Mais um país pequenino em meio a muita confusão territorial e nacionalista. Duas grandes personalidades passaram por essas terras e defendiam ideologias diferentes com os nomes de Alexandre, o grande, e Madre Teresa de Calcutá. Se hoje o turismo é bem difundido, então o nome desses dois é de extrema importância. O número de habitantes é baixo em todo o país, e o turismo ainda não é uma potência como outros vizinhos como a Grécia, mas a intensão com o turista é a melhor possível.

(Madre Teresa de Calcutá – Macedônia)

É normal passar pela capital e escutar buzinas por todo e qualquer motivo, mas a população é bem receptiva e o espirito de renovação faz com que a Macedônia, com seus 2 milhões de habitantes, ainda queira fugir de números bem pessimistas que os acompanham há anos passando pela Jugoslávia, década de 1990, crises dos anos 2000 e agora, o Coronavírus.

UNIÃO EUROPEIA

A Macedônia mais parece aquele território que pode ser tomada a qualquer momento, uma vez que sofre influencias diretas de todos os lados, desde a época da Jugoslávia. Sua saída do bloco foi pacifica e não teve interação com as guerras ocorridas por exemplo em Sarajevo, mas tem problemas sério quando se trata de Albânia e Grécia.

A Grécia tem uma briga de décadas com a macedônia por alguns fatores que para o país parecem válidos, são eles:  A verdadeira nacionalidade de Alexandre, o Grande, e o nome Macedônia que é o mesmo de uma região grega e poderia se tornar um problema caso os macedônios quisessem fazer algum tipo de investida territorial.

No caso de Alexandre, o Grande, ou Alexandre Magno, a intensão grega fica por conta do turismo que seria um plus em todo o contexto histórico já amplamente conhecido. Seria muito bom para os gregos poder fazer o turista viajar pelas ilhas gregas e ter a opção de conhecer mais ao centro do país as terras de Alexandre

Agora em 2020 o primeiro ministro Zoran Zaev renunciou ao ver que os planos de adesão a EU praticamente pararam. No caso do nome, a Macedônia teve que utilizar o nome Macedônia do Norte já que a Grécia não aceita o nome nem a ingressão do país nas grandes organizações internacionais.

Segundo Macron, presidente da França, o bloco da EU tem de fazer uma avaliação positiva do país que pode entrar de mãos dadas com a Albânia para a organização.

“Estamos esperando pelo relatório da (Comissão Europeia) em março. Dependendo disso, se os resultados forem positivos e a confiança for estabelecida, devemos então estar em uma posição de abrir as negociações”,

disse Macron na conferência.

Vale lembrar que a macedônia é um pobre e seus países vizinhos também sofrem com suas economias reduzidas se comparadas com o restante da Europa.

GEOGRAFIA

O país faz fronteira com Sérvia (Kosovo), Bulgária (onde os macedônios conseguem passaporte e um atalho para poderem caminhar pela Europa), Grécia e Albânia. O rio Danúbio não passa por aqui, pois corre para a Bulgária e Romênia, mas o rio Vardar é muito importante pois como em Belgrado, faz com que historicamente o rio fosse de grande valia para a estratégia local.

(Mapa da Macedônia e seus vizinhos)

Os Bálcãs é uma região montanhosa, e como seus vizinhos, o país tem parte de seu território tomado por essa cadeia montanhosa que se estende por quase todo o leste europeu, e mais interessante nesse país é que NÃO HÁ saída para o mar.

RELIGIÃO

A maior parte da população é ortodoxa e cerca de trinta por cento é muçulmana. Essa mescla aparenta uma falsa tranquilidade já que muitos refugiados de Kosovo viram como uma boa opção, a macedônia. Então essa mescla religiosa tem uma aparente tranquilidade, mas o contexto que o circunda é bem complicado com muitos albaneses vivendo por aqui.

(Religião Muçulmana em meio a um país ortodoxo)

Se a Bulgária conseguiu sua ingressão na EU em 2007, Albânia e Macedônia ainda lutam para ingressar e tem enfrentando muitas dificuldades. Os albaneses que tem como religião base o islã, tem influência direta no país podendo ter cargos públicos e leis próprias fazendo o albanês uma língua oficial, além do macedônio.

CAMINHOS

Para se chegar ao país existem alguns meios e os mais fáceis e práticos são via aérea e ferroviário. Daqui do brasil ainda não temos voos diretamente para lá, e não há motivos para isso ainda, mas as capitais mais próximas fazem a conexão até a capital. Os aeroportos mais conhecidos sãos os Skopje Alexander the Great e Ohrid Airport.

A via ferroviária também atende bem ao turista e caso queira fazer a região dos Bálcãs por trem, então a ideia não é das piores. Veja bem:

A linha Tras-Balcanica segue de Atenas passando por Skopje (capital da Macedônia), Belgrado, Zagreb até Liubliana. Como já falamos sobre esses países em outros posts, então fica claro que um passeio pela antiga Jugoslávia é bem possível.  As linhas férreas internas do país também cortam bem os 900 quilômetros de sua extensão.

ECONOMIA

O país é pobre e vem passando por dificuldades enquanto a EU não aceita sua integração, mas alguns de seus setores seguem como referência, são eles: telecomunicações, indústria e agricultura.

O que mais chama atenção é a produção de cigarros, que mesmo tendo diminuído seu consumo ao redor do mundo, segue forte.

Os mineiros também têm uma consistência boa e os principais produtos explorados são: chumbo e carvão, e veem a agricultura se manter com a produção de trigo, uvas, tomate e tabaco.

RESUMO DA HISTÓRIA

A história é fácil se parar e pensar que já vimos algumas coisas ao longo da semana passando por outros países da extinta Jugoslávia. Mas vamos rapidamente ponto a ponto.

Felipe II, pai de Alexandra, o Grande, reinou por volta de 300 A.C. Seguindo a história guerreira da região Alexandre ergueu um império que se estendia da Grécia, Egito, até a Índia passando pelo território persa. Durante a semana trataremos melhor de sua história.

(Alexandre, O Grande – Macedônia)

Após sua morte o país foi invadido e maltratado por romanos, búlgaros e sérvio (basta seguir a ordem cronológica: Romanos, Bizantinos, Grande Servia, Jugoslávia), otomanos que se se mantiveram aqui do século XIV até o início da primeira guerra mundial, até voltarem aos gregos na década de 1990, quando mais uma vez enfrentam problemas, agora por seu nome.

Para quem quer entender melhor o contexto da Jugoslávia e como foi composta desde o início da primeira guerra, clique aqui.

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Equipe Guias & Trilhas.

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