Resumo de um país chamado Bósnia

Um país que, assim como todo os outro dos Bálcãs, teve problemas e conflitos por conta de diferentes culturas e religiões que sempre estiveram presentes em seu território. As influências dos bizantinos, otomanos e católicos fizeram desse país uma verdadeira miscelânea de gostos e história, e o mais interessante disso tudo é que de uma forma ou de outra sempre conseguiram conviver bem com isso.

ACORDO DE DAYTON

Um acordo foi firmado em 1995 em Dayton nos Estados Unidos onde por fim a Bósnia passa a ser reconhecida como Federação. Três semanas depois do acordo é hora de firmar o pacto e então assinado e isso ocorreu em Paris, mais exatamente no Champs Elysées, e o então presidente da França lembra em seu discurso:

“A esperança – que surge agora para todos os povos da ex-Iugoslávia – não nos deixa esquecer os 200 mil mortos da guerra. O conflito sangrento tem de ser deixado para trás, mas certamente deixará feridas no coração da Europa. O restabelecimento duradouro da paz será sobretudo tarefa dos países da região. Agora, todos os responsáveis devem partir para o capítulo da reconciliação. E, neste ponto, o exemplo de Adenauer e De Gaulle podem ser um grande modelo.” Segundo menção de Jacques Chirac.

Quase duas décadas depois e uma das culturas mais influentes começa a ter uma importância ainda maior na Bósnia. O país é dividido entre as religiões católica, protestante e muçulmana que é a maior desde a época dos muçulmanos e que agora passou a fazer parte tão integrante dos bósnios que até o que está sendo escrito em prédios, placas e alguns jornais é em árabe.

Um grupo de Dubai tem feito investimentos pesados na região e a língua tem sido ensinada para que a população não fique totalmente entregue, o que tem causado muitos transtornos e controversas já que muitos não consideram legal a investida árabe de forma desordenada deixando a língua local deixada de lado.

Algumas obras como um complexo de hotéis estão sendo feitas de forma atabalhoada e sem a autorização local em uma área de fonte de água que distribui e fornece água potável para toda a região de Sarajevo. Segundo Rijad Tikvesa, presidente da ONG ambiental Ekotim, o projeto árabe pode trazer complicações irreversíveis para a natureza local e o fornecimento de água pode estar comprometido. 

GEOGRAFIA

O país tem como vizinhos a Sérvia, Croácia e Montenegro com uma saída pequenina para o mar pelo vizinho croata até o Mar Adriático. O clima assim como o resto dos Bálcãs é frio, principalmente por conta das montanhas que cortam o país, rios. Apesar do clima ser bastante frio no inverno o verão apresenta ondas de calor como todo o resto da Europa então as melhores épocas para viajar estão entre a primavera e outono.

O alfabeto é diferente entre a população, mas se entendem bem entre si, onde o cirílico é forte enquanto o croata e o bósnio se entendem bem. Como mencionado acima o árabe está sendo inserido aos poucos com o grande investimento de Dubai.

A Herzegovina é a parte sul do país onde as ondas de calor são mais intensas, e nada se compara com Kosovo na Sérvia e o contexto histórico.

(Um pouco da cultura Otomana em Mostar – Bósnia)

ECONOMIA

Para Rijad Tikvesa os investimentos dos árabes estão de fato atrapalhando a natureza local, porem a exploração de minérios é muito forte também e segundo o líder bósnio, a exportação de carvão, cimento e aço podem fazer do país um péssimo exemplo quando o assunto é meio ambiente.

Assim como na Romênia o país vem sofrendo com a exploração de madeira, e as sanções vem crescendo ano após ano. A agricultura produz o suficiente para o mercado interno e externo, a agropecuária faz com que o setor ocupe quase um quarto de todo território nacional.

(Paisagem ilustrativa próxima aos grandes centros naturais de investimentos Árabes)

POLITICA

A política na Bósnia é muito diferente de outros lugares do mundo, já que é governado por três presidentes, você não leu errado e são mesmo três presidentes. Incrível como um representante de cada religião sobe ao poder e se revezam de oito em oito meses como presidente em exercício e logo “passa o bastão” para o próximo.

Hoje o país vê a chegada dos emirados árabes mexendo em toda a estrutura econômica e cultural, afinal até a escrita está sendo imposta aos bósnios, e um dos representantes, dessa vez do lado ortodoxo, se auto intitulando presidente e encarregado do país estreitando laços já históricos com a Rússia.

 O clima que sempre foi ameno hoje parece estar passando por sérias turbulências, então veremos como o país se comportará após a pandemia, e como seu sistema político estará funcionando com tantas culturas e histórias que possivelmente estarão em shock outra vez.

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Equipe Guias & Trilhas.

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