UM NOVO MERCADO PARA O SETOR RODOVIÁRIO:

Os setores de aéreo, hoteleiro, receptivo, serviços e guias de turismo estão sendo afetados diretamente pela crise vinda do coronavírus. O mundo anseia por respostas desde o início do ano, vacinas são testadas, remédios forçados como milagre, porem a certeza é que não certeza de nada até momento.  Um dos setores que pede ajuda, de forma aflita, é o rodoviário.

A parada repentina que deixou empresas, empregados e autônomos totalmente sem rumo e as opções parecem cada vez mais escassas com tamanha insegurança quando se projeta o futuro. Em nosso post da semana passada tratamos da dificuldade encontrada por hotéis e guias de turismo, e o que as instituições responsáveis têm feito para dar suporte a esse setor.

Em contrapartida vem o setor rodoviário e segundo o CEO da buscasbus José Almeida, o isolamento social é um impeditivo que terá que ser vencido e aparentemente as empresas de ônibus já entenderam como. O setor hoteleiro parece ainda perdido, pelo menos em Petrópolis, uma vez que as datas de feriados estão passando ao mesmo tempo que a quarentena, o que fará do segundo semestre um período mais corrido e com menos atrativos que exijam dias e datas prolongadas.

CLIENTE FINAL

O componente em comum entre os subsetores do turismo é o cliente final, e tudo dependerá dos recursos e como serão empregados para viagens de curto e longa duração. O planejamento de turistas e empresas ainda está muito aquém do que se pode chamar de algo seguro, e isso forçará a buscas e escolhas pelos melhores preços e destinos, o que poderá ser os de menor distancia em busca de algo nostálgico, ou seja, algo que faça o viajante se sentir mais seguro e com o sentimento de liberdade de volta as suas mãos.

DESAFIOS DIÁRIOS

Outro fator que pode e vem sendo decisivo para as empresas de ônibus são os bloqueios intermunicipais e estaduais. A empresa Única/Fácil que faz Petrópolis x Rio de Janeiro, entre outros destinos, está com seu estacionamento lotado e seus motoristas encostados sem saber o que fazer. O gerente da empresa entre os meses de março e abril levou advertências severas do judiciário, pois estava desobedecendo as regras de isolamento e não circulação. Entramos e contato com o a empresa e até o momento ainda não obtivemos resposta quanto ao futuro e planos que instituição pretende traçar daqui em diante.

(Símbolo da tristeza – Frota de ônibus parada sem movimento)

FALTA DE PLANEJAMENTO

Outro fator que atinge diretamente o setor é o pouco envolvimento da sociedade com a quarentena. Os ônibus da cidade do Rio até a data 14 de abril estavam lotados. Barreiras feitas por guardas e PMs forçavam os coletivos a diminuir o fluxo de passageiros. Para quem busca uma saída para a crise é estressante saber que a própria população não tem conseguido se manter em total isolamento.

As barcas que saem de Niterói até a mesma data também enfrentavam o mesmo problema, saindo com passageiros que trabalham e serviços essenciais, e acabam se amontando entre catracas e filas, muitas vezes sem a proteção devida.

POSSÍVEIS SAÍDAS

Algumas saídas estão sendo vistas como promessas para o turismo, uma delas é a compra adiantada de passagens como um cupom a ser usado até uma data já estabelecida, e outra é acreditar que o turismo é mais forte e confiável do que vinha sendo creditado e começar a trabalhar como uma força tarefa colocando os subsetores unidos, como agencias e hotéis, rodoviários e guias receptivos, e assim por adiante.

O turismo pode e deve ser mais forte do que vinha se mostrando e o COVID 19 pode ser visto como uma maneira de fazer o setor ser cada vez mais forte.

Vem com a gente,

Equipe Guias & Trilhas  

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