Teatro Municipal de SP terá mudanças

Quem acompanha nosso trabalho sabe que temos uma linha de trabalho, onde tudo, ou basicamente qualquer assunto pode ser relacionado ao turismo. Começaremos dessa maneira uma verdadeira maratona de tópicos que na grande maioria das vezes passa desapercebido. Hoje, em contrapartida para retomarmos a dinâmica de trabalho fizemos uma busca em cima de assunto que tem mexido com a capital paulista, o Teatro Municipal.

Estamos falando aqui hoje de uma das escolas de música mais renomadas do país e que demorou quase 50 anos para fazer parte da fundação do Teatro Municipal. Fundada em 1969 deu início a seus trabalhos e hoje é responsável pelo complexo do teatro, pela orquestra, balé enfim se dissermos que o teatro está ativo e funcionando muito se deve a escola de música.

Reformulação:

Hoje o teatro vem passado por uma reformulação em seu sistema administrativo que hoje funciona de maneira mesclada entre organização público x privada num modulo chamado organizações sociais onde a escola recebe subsídios do governo para prestar serviços públicos além é claro de ser uma organização sem fins lucrativos. E por que a mudança é tão significativa?

A mudança trará uma nova OS que já admitiu que fará reformulação no quadro de professores transformando chefes de oficina em empregados com CLT. Outra mudança bem significativa fica por conta da idade mínima para ingressar na escola sem mencionar com precisão a idade que os mais jovens deram início aos estudos.

Outra mudança que está sendo debatida é a quantidade de alunos e cursos que devem diminuir assim que a secretária de cultura definir as novas métricas. Se antes as crianças de 9 anos podiam fazer sua inscrição nos cursos disponibilizados, agora a idade passa a ser de 12 e vale lembrar que serão menos vagas e menos cursos. Difícil imaginar uma escola referência que consegue atender a até 800 alunos/ano diminuindo seu poder de alcance para quase metade. A secretaria de cultura já informou que mesmo os cursos sofrerão mudanças administrativas também nos cursos trazendo mais OS´s descentralizando a hegemonia da escola. O medo maior é que cursos, alunos e professores sofram mudanças radicais a ponto de extinguir ou limitar demais o que vem sendo feito.

Base cultural:

A música é base forte na cultura da capital paulistana, e acabar ou diminuir cursos não parece ser a melhor saída. Para que se tenha uma ideia da profundidade da novidade, o curso de flauta tão tradicional e importante para nossa cultura nacional está na lista de cursos a serem extinguidos.

Os exemplos mundo a fora de brasileiros que conseguiram se destacar são inúmeros fazendo com que nossa cultura se mantenha viva. Quando se fala em países de primeiro mundo que tem suas jovens promessas tão exaltadas parece favas contadas, não é mesmo? Mas a oferta para esses pequenos é enorme e a cultura levada a sério o que parece não acontecer com nossos jovens por aqui.

O que vale agora é manter o pensamento positivo e torcer para que o governo acerte em suas escolhas e que a escola possa continuar produzindo talentos que nos representem.

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