Hoje recebemos a notícia de que a ararinha azul está oficialmente extinta. Não podemos contar com as poucas que sobraram e cativeiro, não é verdade? É tão difícil termos um personagem lembrado em grandes atividades no ambiente internacional que quando temos conseguimos destruí-lo, como já bem disse Ozires Silva em entrevista ao Roda Viva.

O ponto que queremos trazer não é somente a preservação da natureza que é o ponto forte do brasil, nem a falta de consciência do homem em relação a não prática de conservação, mas sim da falta de carinho com mais um ícone que tínhamos e que simplesmente sumiu.

Quando o filme foi lançado gerou uma quantidade enorme com números expressivos de mídia espontânea para o Brasil e para a cidade do Rio de Janeiro. Essa visibilidade ainda em 2011 tirava um pouco o foco da copa do mundo, tida como grande atração de 2014, e mostrava que o turismo aqui poderia ser trabalhado instantaneamente.

O que vimos foi um filme que recebeu críticas positivas com indicações ao óscar, e os números do turismo foram alavancados justamente pela copa do mundo e não pela nossa queridinha arara. Você sabia que os maiores visitantes, ou os mais expressivos, são de países vizinhos como argentina e chile?

Os números apontam que o crescimento do turismo acontece, mas de maneira doméstica e não com turistas estrangeiros. Se somos capazes de girar números gigantescos nos setores rodoviário, aéreo e de hospedagem, então precisamos cuidar melhor de nossos ícones que possam aparecer como foi no caso do filme Rio.

Perdemos nossa ararinha, e o Guias & Trilhas buscará sempre manter vivo qualquer símbolo que nos faça ser lembrado aqui e lá fora, mesmo que a duras penas.

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