Seguindo nossa jornada pelo Reno passei pela encantadora e importante Estrasburgo na região de Alsacia e divisão entre França, Alemanha e Suíça. Em seus primórdios a cidade fez parte do império romano, porém já no começo do Século V passou a fazer parte do território onde hoje se encontra a França.

É fácil imaginar como foi a disputa por essa região já que algumas guerras e disputas territoriais tomaram conta desse local. Até o fim do Século XVII fazia parte do território alemão, mas foi tomada pelos franceses e assim ficou até o fim do século XIX quando Bismark unificou o estado alemão, e nos próximos 70 anos é que foi um verdadeiro ping pong com a região, pois voltou a ser francesa com a derrocada alemã na primeira guerra, e já na segunda guerra os alemães voltaram a tomar conta, porém com a segunda queda dos germanos os franceses voltam a dominar a região.

(Petit France – Strasburg)

Se essa região sofreu tanta influência tanto de um lado quanto de outro, fica fácil imaginar que eles falem ou arranhem pelo menos as duas línguas com uma ação maior do francês pelo domínio recente. Fica claro também quando paramos para admirar a arquitetura com suas casinhas sempre coloridinhas e cheias de madeira, além do mais, se temos a fala e as obras locais dividias o que podemos falar dos comes e bebes? Bem, por aqui toma-se uma bela cerveja em qualquer esquina, apesar de os vinhos serem mais famosos por se tratar de uma rota de vinícolas.

(Catedral de Notre dame – Strasburg)

E é caminhando pelas ruazinhas dessa cidade tão charmosa que encontramos alguns bons restaurantes e bares. Parei para o meu querido café, e dessa vez foi espresso mesmo, ao lado da catedral da cidade a tão famosa Catedral de Notre Dame. Como vimos, essa cidade foi tomada por ambos os países vizinhos e suas construções foram sendo alteradas, mas a mais visível foi sem dúvida a catedral que é toda adornada de ponta a ponta e conta com uma porta magnifica e se caso decidir subir os degraus ao topo, terá uma vista fabulosa da cidade, porém não se assuste uma vez que a catedral conta apenas com uma torre, isso mesmo uma torre.

(Interior da catedral  e a porta de entrada)

Se o Reno é praticamente um divisor do território alemão e francês, e dessa forma era responsável por trazer as novidades a cidade então seria normal que novas tecnologias e ideias também chegassem e isso realmente ocorreu deixando o estilo gótico para trás e com ele ficou uma das torres, mas nada que tire a beleza externa e interna dessa incrível obra.

Outra dica bacana fica por conta dos passeios de barco que são rápidos e mostram bem a divisão da cidade e os braços que o Rio Reno toma ao entrar na região, deixando o centro da cidade abraçado por 5 pequenos afluentes. Esse barquinho é de vidro o que dá uma visão bem ampla e o custo é ótimo, pois para quem fica mais tempo e quiser fazer um passeio de bike, ou entrar em alguns museus pode usar o mesmo ticket.

Vale a visita no passeio mais completo para poder ver as 3 partes da cidade, como a cidade nova, bairro europeu e grande ilha. Que sai a mais ou menos 15 euros por pessoa, ou 70 reais nos dias atuais. A empresa se chama Batorama e uma das maneiras de conseguir o ticket é pelo site oficial (https://shop.batorama.com/accueil/accueil.jsp?process=6), e se você tiver tempo se arrisque nesse passeio que com certeza trará outra visão da cidade.

 

(Um pouco das ruas e pontes da cidade)

Para finalizar é importante mencionar que a cidade tem grande relevância na Europa acolhendo de forma harmoniosa o Conselho da Europa e o Parlamento Europeu, além é claro da Corte Europeia de Direitos Humanos.

Vale a pena um passeio sem se prender a pontos muito específicos, mas para quem gosta de turismo, jornalismo e claro um pouco de história basta perguntar pela praça onde pode-se encontrar uma estátua de Gutemberg, afinal ele estudou por essas bandas e foi o inventor da prensa, mas sobre Gutemberg falaremos nas próximas matérias.

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