Florença

Florença é uma das cidades mais incríveis da Europa onde a arte se espalha desde os prédios, com seus detalhes em cada janelinha, indicam que esse lugar traz um ar de inspiração a cada esquina com suas esculturas e incontáveis pontes.

Nesse dia tinha o tempo mais apertado para voltar ao trabalho, mas tinha uma excursão saindo e quem estivesse inscrito tinha uma flexibilidade maior para voltar a bordo (tá aí uma boa pedida de matéria para um futuro próximo: Vida a Bordo). Bem, se tinha tempo e estava amparado pelas regras da empresa me inscrevi e dessa vez de ônibus fui a Florença e a paisagem nessas aproximadamente 3 horas é muito bonita, podendo ver o interior da Itália que é sonho de muita gente, não é mesmo?

Quando estávamos próximos à cidade algumas nuvens começaram a se formar e uma gotinhas de chuva começaram a cair calmamente sobre o vidro lateral e pouco a pouco foram se intensificando até que ao chegar a Florença caiu a chuva que prometia parecendo que o mundo ia acabar. Como sempre digo a quem viaja que a chuva não pode ser um empecilho e sim uma parceira, uma vez que a paisagem muda e se souber enxergar verá beleza onde a maioria não vê.

(Catedral de Santa Maria del Fiore – Florença)

Entrando por uma das ruelas me deparei com a Catedral de Florença, ou Catedral de Santa Maria del Fiore. A catedral teoricamente é feita em estilo gótico, mas se a obra começou no final do século XIII e terminou no século XV então podemos dizer que é neo gótica já que a cúpula tardou para ser anexada. O exterior da catedral tem 3 cores intensas em rosa, verde e branco e seu interior é um espetáculo a parte com tantas pinturas enobrecendo o lugar e mais uma vez provando que se trata de um lugar de pura inspiração.

(Piazza della Republica – Florença)

Um dos meus hobbys é tomar café, ou melhor, um bom café. Após sair da catedral fomos em direção a Piazza Della Republica que fica a uma quadra e meia de distancia e como praticamente toda a Europa, guarda bons segredos. Esse lugar já serviu de refúgio de judeus e até o século XVIII era palco de igrejas e as conhecidas torres que se impunham na idade media. Hoje o que sobrou após o Renascimento foi apenas o portal e para os mais nostálgicos apenas um carrossel que é um símbolo da cidade.

O meu tão esperado café na verdade se tornou um cappuccino legitimo pertinho do portal e ao fundo tinha um senhor tocando violino com paletó já gasto, sapatinhos curtos e um chapéu ao chão. Se o lugar não te encantar por si só, deixe que o ambiente te leve a emoções que considerei singulares, afinal estava em Florença, tomando meu “café” e escutando uma excelente música.

 

(Palazzo Vecchio – Florença)

Foi difícil deixar o ambiente para uma nova caminhada, mas ainda tinha tempo e resolvemos caminhar mais um pouco. E numa dessas caminhadas um ícone de Florença aparece a nossa frente a Piazza della Signora que guarda o Palazzo Vecchio e uma serie de obras incríveis ao redor e dentro do próprio palácio.

(Um pouco das obras em frente ao palácio)

O palácio é muito interessante por alguns motivos, e o que mais me chamou atenção foi de ver a torre fora do padrão e conversando com pessoas lá dentro percebi que utilizaram uma antiga torre quando ergueram o edifício. Uma outra curiosidade legal é que sua fundação fica sobre um antigo teatro Romano que teve forte influência nessa região até aproximadamente 400 d.C.

É muito legal entrar em uma edificação do século XIII, e que teve tanta história principalmente política acolhendo famílias e personalidades importantes ao longo dos séculos, o que o credenciou a ser sede do governo italiano entre 1865 e 1871, e hoje é sede da prefeitura de Florença.

(Um pouco das inumeras obras da Piazza della Signora)

A Piazza della Signora tem grande importância para a cidade e assim como o palácio teve início ainda no século XVIII, mas o que faz dessa praça tão importante é o Rio Arno que se mostrou essencial para Florença e a região da Toscana desde a época dos romanos. Vale lembrar que os rios tinha um papel significativo na estratégia dos antigos povos por serem rotas de mercado e servirem como meio de irrigação. Ainda vamos fazer um post sobre o Rio Arno, mas pensem como é relevante para uma embarcação poder entrar e sair do continente chegando a uma das cidades mais importantes há séculos.

(Memorizando para um dia poder voltar e recordar)

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