Por essas andanças pelo mundo tive apenas uma oportunidade de conhecer Roma e vou detalhar ao máximo tudo que puder fazer em um dia na capital italiana. Vocês que estão acostumados com os posts já esperam uma pincelada na história local, então vamos a ela.

Interessante seria começar pelos primórdios e buscar nos anos a.C., mas vou deixar o link desse resumo histórico que preencheu bem essa lacuna. Temos aqui um dos países que mais influenciou a Europa por vezes em estilo Romano, ou por vezes como Estado Veneziano tomando todo o Adriático. Assim como praticamente todos os países europeus a Itália, ou, o aglomerado de estados que compunham onde hoje é trilhado o Estado, a unificação se deu em 1852, ou seja, um pouco mais de 1852 anos atrás. Um outro momento que influenciou a economia, política e acima tudo religiosa quando em 1861 começaram conversas entre o papa e o governo italiano sobre o Estado Papal que durou até 1929 tendo o papa como soberano, esse tratado ficou conhecido como Tratado de Latrão.

Império Bizantino e Romano

Essa pequena introdução serve para que tenhamos uma ideia da composição italiana, e embora tenha exposto um pouquinho da história eu acabei por tomar um caminho não tão conhecido e cheguei de trem vindo de Civitacecchia no litoral oeste do país. Uma cidade pequenina que, infelizmente, não tive a oportunidade de conhecer bem, pois tinha que escolher entre visitar Roma, Florença e Pisa, e dessa vez corri para a capital.

(É ou não é uma distancia curtinha ?)

Posso dizer com convicção que o caminho foi muito bom já que não estava acostumado a tomar trens aqui no Brasil, e os 40 minutos que ficamos a bordo passaram voando. Quando chegamos a estação final, tomamos um táxi até o complexo do Vaticano e como um milagre a praça principal de São Pedro estava vazia.

(Vazia por se tratar de pouca gente)

Ficamos tão extasiados que não sabíamos por onde começar, e resolvemos começar pela basílica e para nossa surpresa a entrada era gratuita e começamos a caminhar admirando a obra de Michelangelo que parecia estar abençoado e com as mãos afiadas o que nos deixou bastante tempo olhando pra cima para a cúpula que já foi cena de inúmeros filmes e apreciamos cada detalhe de bocas abertas de verdade, e quando mal esperávamos vimos uma escada e resolvemos descer (a entrada era franca e não havia motivo para não descer), e descobrimos que existem túmulos logo debaixo do altar contando a história dos que passaram por aqui e termina numa pequena feirinha com lembrancinhas da visita.

Quando saímos da Praça São Pedro vimos aqueles ônibus vermelhinhos famosos do HOP ON HOP OFF. Muita gente tem a dúvida se vale a pena ou não pagar e subir em uma dessas importantes formas de adquirir cultura sem se preocupar em se perder ou ser ludibriado. Bem, se já comecei assim quer dizer que vale a pena, e mesmo que rapidinho vale a pena conseguir escutar um pouquinho das explicações em uma língua conhecida, entretanto os pontos próximos ao coliseu são próximos então se prepare em escutar o que der e preparar as pernas para uma rápida caminhada. Aqueles quase 20 Euros, ou nos dias atuais 80 Reais aproximadamente e que na época estava em torno de 45 reais, valeram bastante apena.

(Coliseu – Roma – a fila estava um pouco mais a esquerda)

Saltamos no Coliseu e a fila que não pegamos no Vaticano vimos na entrada e a fila mais parecia aquelas cobrinhas do Snake, para quem jogou na época do inquebrável Nokia, então nos conformamos em conhecer por fora e entre frestas do lado de fora, pois estávamos de frente a um dos mais famosos ícones do mundo atual e clássico por assim dizer.

(Piazza Venezia – Roma)

Deixamos a eterna fila do Coliseu para trás e seguimos em direção a Piazza Venezia e mesmo tendo passado por aqui com vermelhinho, esse foi sem dúvida um dos lugares mais incríveis que já passei por toda sua beleza e opulência que ostenta uma bela construção em mármore branco e a vista do topo é linda. É uma praça que vale a visita se você pensar que já foi a moradia de um papa e que abriga um museu e o cenário é completo pela praça capitólio que vale a visita, mas meu tempo estava muito corrido e ainda queria conhecer a Fontana de Trevi.

Para que não pensem que não vimos, ou não quisemos entrar em alguns pontos, estava trabalhando embarcado e o navio tem horário para sair e podem acreditar que ele não espera. Sendo assim corremos para a Fontana de Trevi que estava para ser fechada para uma grande reforma e não queria perder a oportunidade.

(fontana de Trevi – Roma)

A caminhada durou uns 15 minutinhos e as plaquinhas foram nos guiando até uma ruela de paralelepípedo até que nos deparamos com uma das obras mais bonitas que já vi e também já foi palco de filmes como “La dolce vita”, mas interessante mesmo é que a fonte é a fachada que pertence a um prédio e sua história é rica de detalhes desde uma lenda onde uma moça leva os soldados a um ponto onde a água doce e potável brotava para matar a sede no encontro de três ruas o que dá o nome Trevi.

Nos anos entre 1732 e 1762 a fonte foi erguida e graças ao papa Clemente que incentivou a construção hoje temos uma das mais belas obras em estilo barroco da humanidade e claro que passando por ali não podia deixar de jogar minha moedinha com um desejo que por sinal já se realizou.

Quando nos demos conta do horário só deu tempo de comer uma pizza, que tinha um formato engraçado meio quadrado, bem na esquina da Fontana e correr para voltar a estação e pelo menos para mim foi a volta ao navio mais agradável que tive em todo o tempo que trabalhei a bordo.

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