Rudesheim

Como mencionei em outro post, onde comecei esse roteiro pela suíça, a Alemanha é um país a ser seguido principalmente no quesito turismo, em especial Rudesheim. Nós que gostamos de viajar sempre nos deparamos com realidades das mais distintas e muitas das vezes fogem da nossa, pois estamos em outra cidade, outro país, outra cultura e claro com costumes que diferem daquilo que estamos acostumados.

Começo esse tópico com uma nota e que vale para aqueles que resolverem um dia passar por essa cidadezinha que mais parece uma joinha perdida no Reno. Essa cidade mais parece o símbolo do turismo, e digo isso porque uma cidade tão pequenina conseguiu reunir vários fatores que fazem uma cidade atrair tantos turistas ao longo do ano.

(Biergarten em Rudesheim – Alemanha)

Os restaurantes bem estruturados, Biergartens pelas ruelas, museus, história, teleférico para um monumento que mostra o inicio da Alemanha como país e claro, a beleza de um lugar que inspirou J. K. Rowling lembra-se desse nome? E se disser Harry Potter? Tenho certeza que agora lembrou e se ao caminhar entre os corredores que desenham a cidade, e tiver o sentimento de que já esteve por aqui irá perceber que nos filmes do bruxinho o Beco Diagonal se parece muito com a arquitetura e atmosfera local, com cores e ambiente que fazem a gente realmente entrar em um mundo mágico.

(São pequenos e baixinhos, mas te levam as cidades mais incríveis do Reno)

Cheguei a essa joinha fazendo um cruzeiro vindo da suíça, e não pelas estradas como normalmente as pessoas fazem. Deixo aqui mais uma dica para quem quer conhecer a Alemanha de uma maneira diferente, isto é, poder conhecer o Rio Reno e o vale romântico passando por vilas, cidades e joinhas como Rudesheim. Meu cruzeiro saiu da suíça e me deu a oportunidade de passar por paisagens incríveis, como caracteriza a geografia alemã com muito verde e casinhas que parecem ter vindo da terra de Papai Noel. Assim encontrei Rudesheim.

O navio é pequeno e baixinho em contradição com os navios de mar, mas vamos pensar também que um navio desses não caberia no Reno. Por ser pequenino conseguimos passar por vários lugares diferentes e quando paramos no porto quase não consegui ver a cidade, pois o trilho de trem que separa o rio da entrada é mais alto que a margem, entretanto nada que pudesse desanimar e corremos para uma entrada em um portal sob os trilhos que nos levaram, por fim, a Rudesheim.

(A famosa Rua Drosselgasse)

Logo que entramos a vontade nos deixar perder pela pequena cidade já contagiava e aos poucos nosso grupo foi dispersando, ao contrário do que muitos pensam nem todos queriam parar para uma cerveja, ou parar no museu do brinquedo que por sinal diverge em suas opiniões, mas que de todas as formas vale a visita. E como tudo parece realmente mágico, paramos para tomar um café no começo da Rua Drosselgasse que conta barzinhos, uma arquitetura típica Harry pottyana e um restaurante no fim do “longo” corredor de frente para o Reno.

(Os pequeninos teleféricos com as vinícolas)

Chegando ao café nos foi dito que valeria a pena subir de teleférico até o Niederwalddnkmal, que no começo do texto citei quando falo de união da Alemanha como país. Achei a ideia ótima, pois passamos por cima de um vinhedo em cabines semi ovais com uns numerozinhos azuis bem espaçados e que tanto na subida quanto na descida nos da uma vista incrível do Reno e claro de Rudesheim.

Chegando ao topo um gigantesco monumento se ergue e escutando as explicações ficou fácil identificar que o significado desse ícone fica entre os anos de 1870 e 1872 quando Bismark, após a guerra Franco-Prussiana unifica a Alemanha. Um feito dessa magnitude merece uma altura de 38 metros, não é verdade? A vista aqui do alto mostra como é charmosa a harmonia entre o Reno e a medieval Rudesheim, e o mais legal dessa joinha é saber que você caminha por uma cidade que é Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

(Indo para o restaurante e a festa do cruzeiro)

Estávamos maravilhados pela cidade, e na volta já a noitinha tivemos uma festa preparada pelo navio em um restaurante na Rua Drosselgasse, próximo ao museu de instrumentos musicais, onde tivemos comidas típicas alemãs, bebida típica e um pequeno conjunto que tocava e dançava ensinando alguns passos, todos vestidos com aquelas roupinhas coloridas, arquinho, suspensório e meias três quartos.

Valeu o dia e a grata surpresa a noite.

Essa foto foi de um castelo quando mal começamos a zarpar no dia seguinte e este em especifico estava no alto de uma montanha num trecho conhecido como Vale Romântico.

 

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