Guanajuato

A primeira impressão que tive ao chegar a Guanajuato foi de estar pisando numa Ouro Preto Mexicana. Pitoresca ao extremo e com uma beleza reconhecida a cada esquina. Olhando de fora não se diz, mas tem minas de ouro e prata sendo exploradas há séculos, mas não se enganem, pois as pratas mais seguras de serem originais e com toda certeza as mais bonitas, ou melhor, as mais bem trabalhadas estão em Taxco um pouco mais adiante e que pouco a pouco alcanço pelas andanças.

O centro histórico tem várias entradas e em uma delas já se depara com a casa onde abrigou os revolucionários da independência. Principalmente Miguel Hidalgo e que visitando a cidade irá saber porque a cidade e a casa, onde hoje é museu, são tão famosos. A cidade em si é bem pequena, e um pouco mais afastado do centro histórico está o museu das múmias, que tem um inicio meio incerto, mas foram descobertos sem querer e uma das historias conta que ladrões de túmulos as encontraram e começaram a fazer uma divulgação e apresentação totalmente informal cobrando míseros pesos até que foram apanhados e as múmias levadas para estudo e hoje estando em exibição. Assim como o museu das múmias, outro atrativo dessa cidade colorida é o festival Cervantino que ocorre com freqüência no mês de outubro, a cidade fica lotada e a música rola solta com todos os tipos de estilos e ritmos.

(Uma das várias pracinhas de Guanajuato)

Miguel Hidalgo teve papel importante na cidade, um padre que ia de encontro com o interesse dos espanhóis e que teve seu fim após um massacre, e por falta de sorte não conseguiu ver seu tão famoso sonho de liberdade concretizado. No seu museu, suas cabeças foram cortadas e expostas em gaiolas como advertência para os outros revolucionários. Passeando pelas ruas da cidade vai ver a intensidade das cores das casas e prédios, principalmente no ínterim entre uma subida e descida dessa cidade de piso irregular. Um detalhe interessante é ficar sempre atento as praças que ficam entre as ruas menores paralelas as ruas principais, você poderá se surpreender com a quantidade e ao mesmo tempo a variedade de cafés espalhados por toda a cidade.

(Encontrem esse símbolo e encontrarão a esquina do beijo)

Caminhando um pouco mais pela rua principal e passando por um dos mercadões (esse não entrei não tive tempo, pois estava com pressa nesse dia), tem o canto do beijo onde casais até hoje se juntam para conseguir a felicidade amorosa tão desejada. A historia conta que uma menina deixava sua janela aberta e se penteava todos os dias sentindo a brisa da noite. Um dia uma família humilde se mudou para a casa da frente e com ela um rapaz da mesma idade da moça. Com o tempo eles começaram a conversar e se apaixonaram, mantendo claro o romance em segredo já que seu pai não poderia saber. Como as varandas de seus quartos eram muito próximas (e visitando a ruela poderá ver com mais clareza), uma noite o rapaz pulou e beijou a moça e pai entrou quase que ao mesmo tempo. Um final não muito feliz, já que o pai da moça matou o rapaz, mas criou essa história que vem sendo contada de gerações em gerações.

(Ao lado segue a rapinha que os universitários usam para subir)

Na rua que segue em frente, indo por cima verá a universidade da cidade. Linda e imponente pode ser vista com certa facilidade de pontos mais altos da cidade. Em frente a escadaria de entrada (que por sinal os estudantes não sobem as escadas para evitar a fadiga, sobem por uma rampa paralela e deixam as escadas para turistas) há um restaurante pequeno para os estudantes e com um cardápio que cabe no bolso do estudante. Vale a pena uma passadinha uma vez que a comida é boa e não se esqueçam de pedir SEM CHILE. No caso desse cardápio só abre depois das 13 horas.

(Basílica de Nuestra Señora de Guanajuato

Descendo a rua na esquina estarão de frente a Plaza de La Paz, como já visto em todas as ruas da cidade as casas em estilo colonial com suas cores já típicas e varandinhas que tornam a cidade ainda mais encantadora. Na praça há a Basílica de Nuestra Señora de Guanajuato, mas não é sempre que esta aberta a visitação. Perguntar na porta ou no hotel não custa nada. Seguindo mais a frente estarão em outra praça, cercada de bons restaurantes e não esqueçam que dificilmente servem almoço antes das 13. Porta com porta está o teatro da cidade, impressionante e vale a visita. Cada detalhe das pinturas internas e das cadeiras fazem com que você queira ficar mais uns dias só para poder assistir a uma peça.

(A cultura mexicana é rica e o teatro mostra bem em cada detalhe aos seus visitantes)

Atrás do teatro seguindo pela ruazinha da esquerda encontrará o funicular. É baratinho e lá de cima poderá ter uma visão maravilhosa de toda a cidade. Não é nenhuma surpresa ver pessoas tirando fotos para revistas ou casamentos. O lugar é lindo e com toda certeza irá se encantar vendo todas as casinhas e a universidade lá de cima com uma vista linda de Guanajuato, que em 1988 foi promovida a Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

(A sorte foi a sobremesa que era doce de leite)

PS: Fiz uma aposta com meus guias locais e eles disseram que eu não aguentaria 3 colheradas da sopa com CHILE. Pois bem, apostei uma coca cola e na segunda colherada desisti rsrs. Parece que não, mas o chile para eles é como molho de pimenta pra gente, ou seja, algo suave. Minha coca cola foi quase que em um gole só e paguei minha aposta com muita gargalhada nesse pequeno restaurante de Guanajuato.

 

 

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