Guadalajara

Nessa viagem subi e desci com uma freqüência enorme e agora em Guadalajara não poderia ser diferente. A cidade se situa a mais ou menos 1500 metros de altitude. É hoje uma das maiores cidades do mundo e a segunda do México, sendo assim já deixo a primeira dica e que vale para todo o país.

Cuidado com bolsas e câmeras penduradas dando sopa, o México é maravilhoso, mas sofre assim como o Brasil com a violência. Toda cidade grande merece essa preocupação, mas no México é bom ter atenção redobrada. Digo isso levando em conta que estive lá em novembro de 2014 e o país sofria com as revoltas.

Bem, voltando a Guadalajara, uma cidade enorme e que para fazer as coisas a pé não é nada fácil… a melhor maneira de se locomover seria de táxi. Na cidade os táxis não são caros principalmente se divididos em mais pessoas. Fiquei num hotel hiper central, e bem colonial, chamado Hotel Morales. O hotel é um dos melhores da cidade, tem uma academia no ultimo andar pequena, e é bem típico onde se pode perceber logo na entrada uma fonte de água, nos detalhes das portas arredondadas e no outro salão a esquerda como se fosse uma praça.

Não é um hotel de luxo, mas sim um hotel típico e muito central. Saindo do hotel e caminhando 3 quadras, chega-se fácil ao palácio do governo e a catedral. Parece muito 3 quadras? São quadras pequenas e passando por um emaranhado de restaurantes e muitas lojas não se da conta do tempo. Caminho devagar quase parando e cheguei em 15 minutos.

(Palácio do Governo em obras junto a praça que fica em frente)

Comecei meu passeio pelo Estádio Jalisco, foi muito legal ter passado por lá. Subi as arquibancadas por onde milhares de pessoas viram o Brasil com a melhor seleção de todos os tempos jogar. A entrada não é permitida, mas como somos brasileiros, e os mexicanos assim como nós, temos essa coisa do jeitinho em comum consegui deixar uma caixinha para o segurança do estádio e entrar. O estádio é antigo e não tem nada de mais no final das contas, mas vale com certeza tirar uma foto e poder contar aos amigos que pisou no estádio.

( Estádio Jalisco em Guadalajara)

Vale a dica, México e Estados Unidos estão muito próximos sendo assim alguns costumes são adquiridos como deixar caixinha, no caso do segurança do estádio foi mais propina(gorjeta em espanhol) mesmo, mas na maioria maciça dos lugares te olham torto se não deixam nada. Brasileiros por sinal não digo que são mal vistos por isso, mas eles já sabem que na hora de pagar é difícil que deixemos algo. Um dólar não é muito, se o serviço for bom por que não? Não é verdade? Começo desde já a campanha, vamos deixar um dólar de caixinha. Vocês vão se surpreender com a satisfação no rosto de quem recebe (na maioria das vezes).

(Arte da Escola de Arte)

Na volta parei em frente a uma praça no mínimo diferente. Varias esculturas de pessoas e móveis, ou móveis e pessoas, ou pessoas/móveis. São na verdade obras de arte da escola de artes que fica em frente. De um lado você vê a escola de artes e do outro ao fundo a catedral. Terminando esse passeio terá visto pelo menos 80% do centro histórico e atrativos da cidade. A edificação da escola é tida como o maior edifício colonial das Américas e eleito Patrimônio cultural da Humanidade pela UNESCO em 1997. Vale a pena entrar e ver as pinturas de Jose Clemente Orozco, e poder apreciar mais de perto esse edifício tão bonito e histórico.

Seguindo em direção a Catedral, verá uma série de monumentos até chegar a uma praça com o teatro principal. Um teatro que do lado de fora é maravilhoso com suas colunas imponentes e no topo Apolo com suas nove musas. Há peças praticamente todos os dias e um quiosque de informação turística em frente que pode lhe passar os horários com maior exatidão. Em frente já da para ver o restante da praça e ao fundo a catedral. Uma catedral magnífica e muito forte agüentou inúmeros terremotos e foi submetida a várias obras para reerguer aquilo que havia sido danificado.

(Catedral de Guadalajara – México)

Sendo assim sua estrutura e fachada foram sendo alterados e moldados ate os padrões dos dias de hoje. De longe se podem ver as torres amarelinhas, e que ficam ao lado do palácio nacional onde funciona a sede do governo do estado e fica em frente à praça de armas. Linda, mas quando fui estavam fazendo obras de reparação e não pude desfrutar da praça. Alguns eventos são realizados na praça, e felizmente, no mês de novembro mais precisamente no começo do mês, comemoram o dia dos mortos. Ai vocês pensam, Robertinho que mórbida essa frase.

(Não se assuste elas servem para alegrar o dia dos mortos – CALACAS)

Na realidade não, pois no México é normal a comemoração do dia dos mortos como se fosse uma data festiva, e para representar bem a data existem as CALACAS. São esqueletos fantasiados e bem decorados o que deixa o ambiente bem animado. Pode-se ver as Calacas por todo o país, e nos dias em que estive na cidade pude ver uma exposição feita pelos alunos da escola de artes. Foi bem divertido. Na minha ida a próxima cidade que foi a pequena cidade de Patzcuaro, passei por um cemitério e não pude parar, pois estava de ônibus. Outra vez mórbido certo? Todos no ônibus estavam com suas câmeras a postos para tirar fotos daquele cemitério lindo todo adornado com flores amarelas que nascem bem nessa época do ano.

As flores estavam desde a entrada até a última esquininha, e pasmem, para os mexicanos é tão normal e tão tradicional essa cerimônia, que juntam a família e tomam café da manhã, almoçam e podem até jantar encima dos túmulos. O país fica ainda mais alegre nesse mês, alem de mais colorido.

Mariachis – Guadalajara

(Guadalajara e os Mariachis)

A noite tem um bar/restaurante muito bom chamado CASA BARIACHI. Não é caro e serve a típica comida mexicana, as cervejas mais tradicionais como corona e o principal da noite claro o show dos Mariachis. Um show de aproximadamente 3 horas, pois antes tem um show com as danças típicas. É uma casa de show na verdade, mas vale cada segundo e é certo de encontrar com os Mariachis dando um verdadeiro show em Guadalajara. Em outros lugares também será fácil encontrar um grupo cantando, mas cobram caro por música e nem sempre estão vestidos com sua melhor vestimenta e equipados com seus melhores instrumentos.

(Não sabia o que esperar e foi uma ótima surpresa)

Para a parte da manhã no dia seguinte, um passeio agradável e interessante para os amantes de bebidas alcoólicas, é a ida ao povoado de tequila. Famosa bebida local e feita com uma perfeição inabalada. Grandes tonéis com a especiaria expõem o jeito como é feita além das grandes pinhas que estão a mostra ainda cruas e cozidas. Cozidas dão um gostinho de melado quase indescritível.

(Interior junto a lojinha com as garrafas em cerâmica)

Mostram também o artesanato em cerâmica de garrafas e afins, é um jeito bom de levar uma de suas tequilas para casa e transferir o líquido para uma dessas lindas garrafas. O lugar é lindo no meio de uma fazenda, e toda decorada de pedra e pequenas piscinas naturais, que fazem o lugar ter um ar bem sofisticado. A casa ao fundo é onde vende a tequila em suas garrafas originais, e a as garrafas trabalhadas a mão à parte. Seus preços variam de tamanho e idade.

As mais recomendadas para quem quer apreciar uma boa tequila é a Añejo. A decoração de dentro da casa é deslumbrante com vários barris fazendo uma parede que te leva ate a loja, e assim como do lado de fora, se podem ver os troncos das árvores saindo do chão e dando um charme no estilo rústico. Descendo uma escadaria, encontra-se um bar assim como os outros restaurantes só abria às 13 horas então tive que ir, mas servia uma comida boa e claro, tequila.

(Fabrica de tequila próximo a Guadalajara)

Na volta à cidade, vale muito a pena “O” lugar de artesanato. Chama-se Tlaquepaque, é um bairro mais afastado do centro da cidade. E é fácil se perder entre tantas lojinhas com tantas cores e diferentes estilos de produtos, que podem ser encontrados pelas ruas estreitas e charmosas desse local que chama atenção só de caminhar sem ter que necessariamente entrar nas lojas. São trabalhos em cerâmicas, assopro em vidro, metal, cobre, tecido, ou seja, praticamente se pode encontrar de tudo aí. Uma loja atrás da outra, quando disse que o artesanato mexicano é diferenciado, não estava brincando. Até as pessoas mais acostumadas com esse tipo de trabalho concorda comigo quando digo que é arte atrás de arte.

(Bairro de Tlaquepaque)

Nesse “bairro”, parei em um restaurante e estava comendo quando entraram 10 Mariachis e claro vieram a minha mesa perguntando se queria alguma musica!! Uma noite antes já havia ido ao show no Bariachis e recusei, mas tinha um casal na mesa ao lado e a jovem namorada fazia aniversário no dia. Foi festa por mais de uma hora, e pude apreciar outra vez mais um show dos Mariachis. É normal esse tipo de acontecimento, eles são animados e chegam aos lugares assim mesmo de surpresa.

(Pra mim essa é a escultura certa para descrever esse lugar, bem alegre)

 

 

 

 

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