Peru é um país abençoado por natureza. Isso fica evidente em cada esquina, em cada rosto, em cada roupa. Conta com Machu Picchu que se tornou uma das 7 maravilhas do mundo, e o legal de ver em todo o país são os mochileiros e aventureiros que dividem a cena com as Cholas a beleza natural que corta todo o país.

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(Cholas em cuzco – Viagem ao Peru)

Mochilas coloridas, gorros, panos na cabeça, casacos descolados, muitos tipos diferentes de tênis para caminhada e um país muito receptivo, que adora a idéia de receber todos os tipos de turistas. Um país abençoado por natureza e protegido também, são inúmeras unidades de proteção e conservação que mantém o país como um dos mais visitados do mundo. Um país muito barato e se engana quem pensa que o peruano não aproveita bem de toda essa fama. E não é que queiram passar a perna em ninguém pelo contrário, malandro é aquele que faz o certo não é? Pois bem, o peruando vem criando ao longo dos anos uma estrutura muito boa para o turismo.

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(Praça principal, e ao fundo estão as agencias onde estão os portais)

Começo meu roteiro por Cuzco, e lá com certeza toda essa estrutura fica mais evidente. Hotéis e albergues são muito bem estruturados, e claro temos que entender para onde estamos indo. É um país simples e tem seus momentos de país desenvolvido, não é o caso de Cuzco. Uma cidade pitoresca, charmosa e que mescla com perfeição as forças incas e espanholas.

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(Pra mim, essa foto é a que melhor representa a praça)

Após a passagem rápida pelo Hotel, desci até a praça principal. Linda com sua catedral, e toda aquela atmosfera mágica de Cusco. Incrível como essa praça traz as pessoas e nos deixa sentindo tão em casa. O estilo colonial impera nas principais ruas e ruelas. Casas de cambio e bares/restaurantes compõem a beleza que rodeia a praça. Lembro de ter visto os turistas chegando e passeando perdidos como eu estava quando cheguei. Tenho uma amiga em Lima e seu pai me regalou uma diária em um bom hotel para meu primeiro dia, e sabia que meu segundo dia seria largo. Afinal ter que encontrar um lugar para ficar e mesmo num lugar tão fácil, não seria tarefa difícil. Será? Chegando ao hotel fiz o check in e já sai para encontrar um bom lugar para ficar, no hotel que fiquei paguei mais ou menos 80 dólares pela diária, e não podia me dar ao luxo de ficar num lugar tão caro, caso contrario teria que lavar pratos para voltar a Lima. Os albergues em geral não são caros e não demorei muito para encontrar minha próxima estada. Realmente não é difícil encontrar um lugar, e tinha feito uma previa na internet dos possíveis lugares para me hospedar. O problema é que mesmo não gastando muito, tinha o dinheiro contadinho e não podia perder minhas contas. Decidi andar e procurar melhor.

(demorei, mas encontrei onde ficar em cuzco – peru – Bastou uns passos para tirar uma boa foto)

Terremotos mexem com o dia a dia dos peruanos, e no caso dessa rica cidade não é diferente. As construções coloniais tiveram que passar por inúmeras reformas, pois as paredes de pedra dos incas não se moviam em compensação as espanholas caíam como um castelo de cartas. A cidade foi sem duvida uma das mais importantes para ambos os impérios, foi à cidade mais importante na era colonial e para os incas era conhecida como umbigo do mundo. Passei 3 dias na cidade e nada mais gostoso que passar um tempo na praça principal, a encantadora Plaza de Armas. Uma praça sempre cheia é turista saindo de todos os lados, de todos os cantos e olha que não são poucas as ruelas e cantinhos de onde se pode sair. Fiquei num Hostel chamado arco Iris (reparem como as cores se deitam na bandeira, são diferentes da bandeira do mundo gay, o arco Iris é o símbolo da cidade), e fica no alto de umas das montanhas que compõem a bela paisagem da cidade.

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(Essa foto mostra bem a estrutura inka e mais atras a colonial)

A cidade é ponto central de vários atrativos turísticos no centro histórico e arredores. Assim que deixei minhas coisas no Hostel, sai em seguida para conhecer a bela cidade. Um dos pontos mais conhecidos é o Sitio Arqueológico de Sawsaywaman. Uma dica bem legal, no centro, ou melhor na praça de armas, tem muitas agencias de turismo. Perguntem o preço (pois depende do cambio), para poder ingressar no famoso parque das pedras gigantes, e em outros pontos da cidade. Eles tem um pacote para esse tipo de passeio. Esse sitio arqueológico é um dos mais visitados e não se pode deixar de fazer.

Na volta, desci todo o caminho e decidi caminhar um pouco mais, pois estava perto da hora de almoço e já tinha um pouco de fome. Fui até o mercadão da cidade. Como disse em outras oportunidades, os mercadões são os melhores. Alem de ver e poder curtir os lugares incríveis que o mundo nos reserva, acredito que numa viagem internacional temos que tentar vivenciar sempre o modo de vida dos locais. O Mercado Central de San Pedro oferece essa oportunidade, diria única. O lugar é meio bagunçado para ser bem sincero, mas ali você encontra não só turistas curiosos, mas também os locais vivendo o seu dia a dia. Eles servem um prato gigante e muito barato com carne, arroz e batata bem parecido com o nosso. O preço é absurdamente barato. E muito típico.

(Onde comer no mercado é na placa verde a esquerda)

Saindo do mercado, caminhei em direção a praça e seguindo meu mapa encontrei o Templo do Sol. Esse templo retrata bem a personalidade Cuzquenha. Centralizador em ambas as etapas de sua historia, e que sem duvida era destino certo de muitos viajantes, o que não mudou muito nos dias de hoje.

 

A melhor coisa a se fazer, é passar uns dias na cidade para se climatizar com a altura. Afinal são mais de 3300 metros de altitude. Aí entra o famoso chá de coca. Sim funciona, mas, por favor, não tomem antes de fazer atividade física intensa. Não tomem antes de fazer uma caminhada longa, ou subir algum dos picos mais altos das cidades. Ele tem um efeito rápido e te um gás muito bom, o problema é que depois te derruba. Um bom exemplo é tomar antes de dormir, uma hora ou talvez hora e meia antes de deitar. Vai ficar elétrico e por fim dormir como criança. Essa passagem por Cusco é muito importante, pois algumas cidades estão em alturas próximas. Águas Calientes um pouco mais a baixo a aproximadamente 2400 e puno a aproximadamente 4000 metros. Portanto, ficar no meio termo é a melhor coisa para começar bem um passeio.

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(Preparação para o caminho inka, sem chá de coca, mas a 4 mil metros de altitude. Desse ponto até 1200M desci de bike até parar num albergue)

A partir daqui é se preparar para ir a Machu Picchu. Ir caminhando não tem preço. Na verdade tem e não é muito barato. Fiz o “Caminho Inca” e foi simplesmente sensacional. Passei por lugares, conheci pessoas que não esperava em toda minha vida. Superei medos. Deslumbrei do passeio. Foram 3 dias inacreditáveis e ao fim subir os quase 2 mil degraus foi inacreditável. Em minha caminhada, enfrentei dias de chuva, sol, tormenta e calmaria. Fiquei em albergues.

(Tem medo de altura ? pergunte antes, pois eu não sabia e foi sufocante passar por essa parte)

Comi hiper bem com o grupo que contratei por lá. Contratei o Lorenzo em Cuzco, um senhor que tem uma equipe ótima para esse tipo de trabalho. Passei pelos trilhos do trem, e um dia antes de chegar a Águas Calientes chovia muito. Cheguei todo molhado ao albergue. Morto de cansado. E no dia seguinte levantei as 4 da manha para subir com uma lanterninha na mão todos os degraus, e o incrível foi que o céu estava estrelado. A cidade estava limpa, e pude aproveitar esse lugar místico cada segundo.

(Caminho para Águas Callientes e chegada a cidadela)

Tem um lugar que é clássico para as fotos, aquelas fotos de revista. Uma pedra que entrando um pouco mais para o meio da cidade na parte alta, é hiper fácil de encontrar. Na foto se pode ver a montanha de Wayna Picchu ao fundo, e ao redor da cidade uma cadeia de montanhas que fazem a Machu Picchu parecer um ninho.

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(Onde tirar foto em machu picchu ? essa pedra é a dica ! cedo pra estar vazio)

A história do lugar, ver a cidade ainda de pé em uma altura como essas. Entender melhor a cultura deles. Saber como se baseavam nas estrelas. Ver a parte agrícola, e saber que usaram todo seu potencial nas cidades que passaram. Incrível como suas construções ficam de pé e as coloniais caíram mesmo, após os terremotos. Resumindo, para mim foi um lugar mágico. E para finalizar tirei uma com uma llama no ultimo piso da cidade. Fechei com chave de ouro.

(Foto com a llama e a pedra que mostra exatamente como viam o mundo)

Na descida, outra vez pelos extensos degraus. Tomei um susto com um menino que sai correndo pelas escadas. Eles apostam corridas com os ônibus que sobem e descem. E são muito rápidos, acredito que dificilmente perdem uma corrida. Cheguei a um restaurante já na saída, e pedi uma pizza. Simples e deliciosa. Antes que a pizza pudesse chegar, vi nuvens carregadas chegando. Cobriram o céu e choveu muito ate o outro dia de manha. No outro dia acordei hiper cedo e segui em direção a estação de trem. A equipe de Lorenzo já havia disponibilizado o ticket. E no caminho, encontrei um companheiro de trilha. Um alemão alto e muito engraçado. Alem de engraçado o cara era atleta, e me perguntou se não queria voltar andando. Pensei, eu e esse casal louco… Não, passo. Sim era casado com uma menina também atleta.

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(Bem, tem louco pra tudo né ?)

Segui e subi no trem. Muito confortável e com toda certeza foi a melhor decisão que tomei. A paisagem vista de baixo é tão bonita quanto à de cima. E o trem é a outra maneira de ir e voltar com mais tranqüilidade e conforto. Ate porque não são todos que tem pique e idade para subir e descer montanhas. Uma dica muito valida mesmo. Ir de trem um dia antes. Passar a noite num albergue ou hotel e voltar no dia seguinte após a subida.

(Na dúvida segue vá de trem, pois a vista é maravilhosa)

Aqui me despedi de Cusco e fui para Puno. Para quem leu todo o texto, deve ter reparado que usei Cusco com S e com Cuzco com Z. Isso porque não se sabe ao certo com qual letra se deve escrever. No final todos se entendem, mas valeu deixar a pegadinha.

PS: Cuidado ao tirar foto com as cholas, ou delas. Eu não sabia e me arrisquei !! Ela não gostou muito, mas curti muito essa foto.

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